Carlos Carvalhal espera que os «leões» consigam dar sequência aos bons resultados, que incluem três triunfos (frente a Everton, FC Porto e Belenenses) e um empate positivo no reduto do Atlético de Madrid, vencendo o Vitória de Guimarães. Carlos Carvalhal salienta que este é mesmo o melhor momento da equipa, desde que assumiu o comando técnico dos «leões». “Concordo que este é o melhor momento do Sporting, aliado à estabilidade de resultados e à estabilidade de comportamento da equipa. Esperamos dar continuidade ao trabalho que temos realizado. Sentimos a equipa mais capaz. Sentimos que a equipa está a crescer e que os adeptos estão a gostar do nosso trabalho”, expressou.O Vitória de Guimarães também atravessa um bom momento e está a apenas dois pontos de distância, por isso o técnico dos «leões» garante que é necessária toda a concentração para bater este adversário. “É uma equipa que está moralizada com três vitórias seguidas. Sabemos que nos pode dificultar a vida em determinadas situações de jogo. Estudámos bem o adversário, que vai encontrar um Sporting igualmente muito moralizado”, disse.Depois de ter jogado quase uma hora com um elemento a menos, em Madrid, o técnico do Sporting não esconde alguma preocupação relativamente à condição física da equipa, considerando mesmo que existe uma “proximidade demasiado perigosa” entre os dois jogos. “Se o encontro com o Vitória fosse hoje, nenhum dos jogadores que jogou em Madrid estava em condições”, alertou. A imprensa tem associado o bom momento do Sporting à consolidação do 4x2x3x1, mas Carlos Carvalhal não concorda totalmente com esta visão dos acontecimentos. “As coisas não são feitas de forma espontânea. As coisas carecem de tempo, de trabalho. Entrámos no clube com uma elevada densidade competitiva. O tempo de treino que tínhamos, para absorver estas ideias, era quase impossível. A minha satisfação não passa por ter um sistema sobreposto ao outro. É por ter dois sistemas que dão garantias. Permite criar incerteza no adversário, e oferece riqueza táctica aos jogadores», referiu Carvalhal, defendendo depois que existe uma «fronteira ténue» entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2. “A dinâmica é que é importante. São os princípios de jogo que começam a ser consolidados”, exprimiu.O treinador dos «leões» ainda não sabe se vai continuar a liderar a equipa técnica no final da temporada, mas alimenta a esperança da renovação."Tenho 12 anos de treinador. Não são 12 dias nem 12 jogos. E ando de aqui de cara lavada. Trabalhei na 2.ª Divisão B, na 2.ª Liga e na Liga principal, sempre com resultados. Estive em todas as finais que se disputam em Portugal. Mas por vezes a memória é curta. Fiz um trabalho de excelência no V. Setúbal, já para não falar no Leixões. Ninguém me deu nada. Subi a corda a pulso e custou-me muito chegar aqui. Mas quem tem um projecto como este e se agarra ao trabalho como eu - trabalho 24 horas por dia para o Sporting e às vezes também gostava de ter tempo para outras coisas -, espera ser recompensado", afirmou.Sem querer traçar metas para a presente temporada, o actual técnico do Sporting não hesita em colocar a fasquia para a próxima época. “O Sporting tem uma base sólida para lutar pelo título. Não está totalmente conseguida ainda, mas está a consolidar uma base muito forte. Não tenho dúvidas nenhumas disso. Não sei se quem vai beneficiar com este trabalho sou eu ou outro colega. Sei que vai beneficiar o Sporting”, disse, afirmando, por outro lado, que acredita já ter cativado os sportinguistas. “Mesmo quando as coisas não estavam a correr bem, sempre recebi manifestações de carinho e solidariedade dos adeptos. Agora o Sporting está a jogar um futebol que agrada aos adeptos”, expressou.domingo, 14 de março de 2010
Carlos Carvalhal: “Sentimos a equipa a crescer”
Carlos Carvalhal espera que os «leões» consigam dar sequência aos bons resultados, que incluem três triunfos (frente a Everton, FC Porto e Belenenses) e um empate positivo no reduto do Atlético de Madrid, vencendo o Vitória de Guimarães. Carlos Carvalhal salienta que este é mesmo o melhor momento da equipa, desde que assumiu o comando técnico dos «leões». “Concordo que este é o melhor momento do Sporting, aliado à estabilidade de resultados e à estabilidade de comportamento da equipa. Esperamos dar continuidade ao trabalho que temos realizado. Sentimos a equipa mais capaz. Sentimos que a equipa está a crescer e que os adeptos estão a gostar do nosso trabalho”, expressou.O Vitória de Guimarães também atravessa um bom momento e está a apenas dois pontos de distância, por isso o técnico dos «leões» garante que é necessária toda a concentração para bater este adversário. “É uma equipa que está moralizada com três vitórias seguidas. Sabemos que nos pode dificultar a vida em determinadas situações de jogo. Estudámos bem o adversário, que vai encontrar um Sporting igualmente muito moralizado”, disse.Depois de ter jogado quase uma hora com um elemento a menos, em Madrid, o técnico do Sporting não esconde alguma preocupação relativamente à condição física da equipa, considerando mesmo que existe uma “proximidade demasiado perigosa” entre os dois jogos. “Se o encontro com o Vitória fosse hoje, nenhum dos jogadores que jogou em Madrid estava em condições”, alertou. A imprensa tem associado o bom momento do Sporting à consolidação do 4x2x3x1, mas Carlos Carvalhal não concorda totalmente com esta visão dos acontecimentos. “As coisas não são feitas de forma espontânea. As coisas carecem de tempo, de trabalho. Entrámos no clube com uma elevada densidade competitiva. O tempo de treino que tínhamos, para absorver estas ideias, era quase impossível. A minha satisfação não passa por ter um sistema sobreposto ao outro. É por ter dois sistemas que dão garantias. Permite criar incerteza no adversário, e oferece riqueza táctica aos jogadores», referiu Carvalhal, defendendo depois que existe uma «fronteira ténue» entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2. “A dinâmica é que é importante. São os princípios de jogo que começam a ser consolidados”, exprimiu.O treinador dos «leões» ainda não sabe se vai continuar a liderar a equipa técnica no final da temporada, mas alimenta a esperança da renovação."Tenho 12 anos de treinador. Não são 12 dias nem 12 jogos. E ando de aqui de cara lavada. Trabalhei na 2.ª Divisão B, na 2.ª Liga e na Liga principal, sempre com resultados. Estive em todas as finais que se disputam em Portugal. Mas por vezes a memória é curta. Fiz um trabalho de excelência no V. Setúbal, já para não falar no Leixões. Ninguém me deu nada. Subi a corda a pulso e custou-me muito chegar aqui. Mas quem tem um projecto como este e se agarra ao trabalho como eu - trabalho 24 horas por dia para o Sporting e às vezes também gostava de ter tempo para outras coisas -, espera ser recompensado", afirmou.Sem querer traçar metas para a presente temporada, o actual técnico do Sporting não hesita em colocar a fasquia para a próxima época. “O Sporting tem uma base sólida para lutar pelo título. Não está totalmente conseguida ainda, mas está a consolidar uma base muito forte. Não tenho dúvidas nenhumas disso. Não sei se quem vai beneficiar com este trabalho sou eu ou outro colega. Sei que vai beneficiar o Sporting”, disse, afirmando, por outro lado, que acredita já ter cativado os sportinguistas. “Mesmo quando as coisas não estavam a correr bem, sempre recebi manifestações de carinho e solidariedade dos adeptos. Agora o Sporting está a jogar um futebol que agrada aos adeptos”, expressou.
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