José Gomes Pereira, director clínico da Sporting, SAD, admitiu não conseguir ser mais explícito do que foi após o jogo com o Atlético de Madrid.Ao falar sobre Izmailov, Gomes Pereira esclareceu qual o motivo que o fez estar nesta sessão de esclarecimento: “Fui informado que algumas notícias que saíram na comunicação social referiam o facto de Izmailov ter jogado infiltrado no joelho e que lhe teriam sido propostas, por diversas vezes, esse tipo de terapêuticas, infiltração no joelho, para poder jogar. Quero informar, em termos públicos, que isso não é verdade. O Izmailov foi operado no dia 21 de Julho de 2009, seguiu-se um processo de reabilitação. O jogador foi operado por um cirurgião que escolheu, onde quis, com a nossa anuência e depois de ter ouvido a nossa proposta que, atendendo ao quadro clínico, sugeria a cirurgia. Mesmo assim, entendeu ouvir uma segunda opinião, com a qual estou de acordo e que foi idêntica à nossa e ele escolheu, como disse há pouco, o local e o cirurgião.Estivemos presentes, acompanhámos todo o processo e nunca, desde essa data até hoje, o Izmailov jogou infiltrado, ou com qualquer tipo de analgesia sobre o joelho, realizada por mim, ou por qualquer elemento da direcção clínica da Sporting, SAD. Digo isto porque não posso deixar passar em claro esse aspecto, porque se trata de uma situação profissional do âmbito da minha competência e idoneidade que me obrigam a estar aqui. Isto é verdade para o Izmailov, como para qualquer atleta da SAD, que têm conhecimento prévio das terapêuticas que lhe instituídas e estas só são aplicadas com a anuência dos próprios.Relativamente ao processo do Marat Izmailov não posso adiantar mais, apenas aquilo que é conhecido, porque não contactei o jogador desde quinta-feira e não estou autorizado pelo mesmo a revelar dados. No entanto posso dar alguns aspectos que são do conhecimento público: Após a cirurgia, Marat Izmailov permaneceu sob as orientações da equipa alemã que levou a cabo não só a cirurgia como também a recuperação, por um período, na altura, estimado em 10 semanas. Ao fim de nove semanas essa recuperação não foi completamente bem sucedida. A partir daí, e com a anuência do cirurgião alemão, com quem temos um contacto estreito e com quem estamos articulados, assumimos reabilitação do Izmailov, que foi integrado na competição no fim de Novembro.Todas as terapêuticas que foram administradas a Izmailov – terapêuticas comuns e banais, não só na medicina geral, como na medicina aplicada ao treino e ao desporto – foram acordadas e são do conhecimento não só do Izmailov, como do cirurgião que o operou. Este caso em termos clínicos é muito simples. Izmailov desde que foi integrado em competição tem jogado satisfatoriamente em termos clínicos e tem evoluído favoravelmente. Neste momento o que considero simples em termos clínicos gostaria que ficasse resolvido neste momento: um atleta que é operado a um tendão pode, esporadicamente, manifestar algumas queixas dolorosas e compete-nos a nós avaliar se isso constitui, ou não, um agravamento da situação e nunca coagimos um atleta a jogar contrariado. No plano clínico disse ao Izmailov e se ele me ouvir pode confirmar que ele era uma pessoa livre e que a minha opinião era aquela. O Marat Izmailov, de uma forma simples, como tem acontecido com outros atletas não alinhou em competição. Para terminar, refuto mais uma vez, que esse tipo de terapêuticas, de infiltração no joelho e procedimentos locais para diminuir a dor e provocar analgesia, não foram efectuados.”
Sem comentários:
Enviar um comentário